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Sistema de esgoto no Rio Tramandaí está pronto, mas início da operação segue sem data definida

Sistema de esgoto no Rio Tramandaí está pronto, mas início da operação segue sem data definida

Sistema de esgoto no Rio Tramandaí está pronto, mas início da operação segue sem data definida
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O sistema que levará esgoto tratado de Xangri-Lá até a bacia do Rio Tramandaí, no Litoral Norte, está concluído e licenciado, mas ainda não tem data definida para entrar em operação. A liberação depende da finalização de etapas operacionais e de integração do sistema, exigidas durante o processo de licenciamento ambiental.

A obra prevê dar novo destino ao esgoto produzido em Xangri-Lá e parte de Capão da Canoa, regiões que enfrentam precariedade na rede de esgotamento sanitário. O lançamento dos efluentes tratados ocorrerá próximo à foz do Rio Tramandaí, em Osório, por meio de um emissário com 9,2 quilômetros de extensão, que parte da Estação de Tratamento de Esgoto localizada na Estrada do Mar.

Apesar da conclusão da obra, o projeto segue cercado de polêmica. Ambientalistas e moradores manifestam preocupação com o risco de contaminação do rio, que divide os municípios de Imbé e Tramandaí. Já a empresa responsável pelo sistema garante que os efluentes lançados não oferecem risco ao meio ambiente nem à população.

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Atualmente, cinco ações judiciais tentam impedir o início da operação — quatro na esfera estadual e uma na federal. No entanto, não há decisão judicial que barre o funcionamento do sistema. Debates e audiências mediadas pela Justiça seguem em andamento, e uma definição é esperada apenas para a segunda metade do ano.

O investimento na obra foi de R$ 21 milhões. Os trabalhos começaram em março de 2024 e foram concluídos em março de 2025. Com a estrutura pronta, testes de capacidade e integração do sistema estão sendo realizados para comprovar que o rio tem condições de receber os efluentes e que a estação consegue operar em seu nível máximo.

Essas análises utilizam 32 pontos de monitoramento ao longo do Rio Tramandaí, responsáveis por avaliar a qualidade da água. Um relatório com os resultados deve ser encaminhado ao órgão ambiental em até 30 dias. Após isso, caberá à fundação emitir parecer autorizando — ou não — o início da operação, sem prazo definido.

Quando liberado, o lançamento dos efluentes será feito de forma gradual, com previsão inicial de 20 litros por segundo.

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