Os professores Fabiano Marques e Delalves Costa, da rede municipal de ensino de Osório, que também são escritores, vão participar da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o maior evento cultural e literário da América Latina, que reúne editoras, leitores, autores nacionais e internacionais para feiras de livros, debates e sessões de autógrafos. Os escritores osorienses vão participar com sessões de autógrafos na próxima semana, nos dias 11 e 12, às 15h (Delalves) e 16h (Fabiano), no Stand C76, no distrito do Anhembi.As obras publicadas pela editora Coralina que serão autografadas pelos professores serão: “A cidade que cabia no olhar”, de Delalves Costa; “Ita, um grão na imensidão – o som que vem do mar”, de Fabiano Marques. “É a literatura, produzida em Osório, chegando a todos os lugares. É importante também para motivar os nossos alunos, os jovens que é possível produzir, localmente, e ser reconhecido fora da cidade”, disse o poeta e escritor Delalves. A Bienal do Livro, organizada pela Câmara Brasileira do Livro, vai até o dia 13 de setembro.
Parabéns aos nossos professores e escritores osorienses por representar a nossa cultura num dos principais eventos literários do mundo!Confira, abaixo, a sinopse das obras osorienses que serão autografadas na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo:
“ITA, UM GRÃO NA IMENSIDÃO”
Em Ita, um grão pela imensidão, Fabiano Marques transforma um pequeno grão de areia em personagem de uma aventura grandiosa pelo tempo, pela natureza e pelo universo. À beira do Oceano Atlântico, Ita conhece Itaúba, vindo da Floresta Amazônica; Itati, que chega da Antártica; e Itapuã, um viajante que atravessou o espaço agarrado a um cometa. Juntos, eles compartilham histórias sobre oceanos, florestas, geleiras, mudanças climáticas, poluição, planetas e galáxias. Com linguagem imaginativa e poética, a obra aproxima as crianças de temas científicos e ambientais, mostrando que até um pequeno grão pode carregar uma história imensa. Ao final, os quatro amigos são levados pelo vento para uma nova jornada, reforçando a ideia de que a natureza está em constante movimento e que cada elemento do planeta faz parte de uma história muito maior. Para Naura Martins, o livro “é um convite à leitura que instiga a curiosidade infantil e desperta o imaginário entre céus, terras, mares e florestas.”.
“A CIDADE QUE CABIA NO OLHAR”
Mais do que uma história sobre crianças, o livro propõe uma reflexão sobre a cidade que construímos e, principalmente, sobre aquela que ainda podemos construir. Antônio, menino sensível, criativo e atento aos detalhes, enxerga o mundo por uma perspectiva que muitas vezes escapa aos adultos. Ao lado dos amigos Akin e Pedroca, transforma ruas, praças e quintais em territórios de brincadeira, aventura e descoberta. A inquietação surge quando o protagonista Antônio percebe os efeitos das enchentes, a ausência de áreas verdes e o excesso de concreto e cinza na paisagem urbana. Diante desse cenário, ele propõe aos amigos uma missão aparentemente simples, mas carregada de significado: construir, com papelão e imaginação, uma cidade sustentável, pensada para crianças, idosos, animais e para a própria natureza. A maquete, inicialmente concebida como uma brincadeira, transforma-se em instrumento de diálogo com a comunidade. Ao longo da narrativa, os personagens descobrem que construir coletivamente também significa aprender a ouvir, negociar, ceder, cooperar e respeitar diferentes perspectivas. A obra, assim, ultrapassa a aventura infantojuvenil e apresenta uma delicada reflexão sobre cidadania, pertencimento e participação.
FONTE/CRÉDITOS: PMO
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