O Maior Portal de Mídia e Notícias do Litoral Norte Rs

Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 28 de Maio 2026

Notícias/Saúde

Pesquisadores do Hospital Moinhos de Vento lideram estudo que revela impacto da hipertensão na progressão do Alzheimer em idosos

Publicado em um dos principais periódicos científicos da área, o trabalho mostra que a pressão alta acelera a perda de memória em idosos com alterações cerebrais associadas à doença de Alzheimer

Pesquisadores do Hospital Moinhos de Vento lideram estudo que revela impacto da hipertensão na progressão do Alzheimer em idosos
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Pesquisadores do Hospital Moinhos de Vento lideraram um estudo internacional que traz novos avanços para a compreensão da doença de Alzheimer e dos fatores que influenciam sua progressão. Publicado no The Journal of Prevention of Alzheimer's Disease, um dos periódicos científicos mais relevantes do mundo na área de neurodegeneração, o trabalho demonstrou que a hipertensão arterial acelera significativamente a perda de memória em idosos que já apresentam alterações cerebrais associadas ao Alzheimer. Os achados reforçam a importância do controle da pressão arterial mesmo na terceira idade e abrem novas perspectivas para estratégias de prevenção e acompanhamento precoce do declínio cognitivo.

Considerada um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI, a doença de Alzheimer afeta atualmente mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo, número que tende a crescer rapidamente em razão do envelhecimento da população global. A condição é caracterizada, principalmente, pelo acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro, alteração relacionada à degeneração progressiva das funções cognitivas. 

Embora avanços recentes tenham levado ao desenvolvimento de medicamentos voltados à remoção dessas proteínas, os resultados clínicos ainda são limitados, especialmente em relação à preservação da autonomia e da qualidade de vida dos pacientes. Nesse contexto, cresce a relevância de estudos focados em prevenção e identificação de fatores de risco modificáveis.

Publicidade

Leia Também:

Entre esses fatores, a hipertensão arterial aparece como uma das condições de maior impacto e potencial de intervenção. Pesquisas anteriores já haviam estabelecido uma relação consistente entre pressão alta e maior risco de desenvolvimento de Alzheimer, especialmente em indivíduos de meia-idade. Entretanto, ainda havia pouca compreensão sobre os efeitos da hipertensão em idosos que já apresentam sinais biológicos da doença. O novo estudo ajuda a preencher essa lacuna ao demonstrar que, mesmo em fases mais avançadas da vida, ainda existe uma oportunidade importante para reduzir a velocidade do declínio cognitivo por meio do controle adequado da pressão arterial. 

"Em idosos que já apresentam alterações cerebrais associadas ao Alzheimer mas não tem sintomas, o controle adequado da pressão arterial pode representar uma oportunidade concreta de reduzir a progressão para a fase sintomática da doença", destaca Eduardo Zimmer, head de pesquisa do Hospital Moinhos de Vento e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Os pesquisadores explicam que a cognição humana envolve diferentes domínios, como memória, linguagem, função executiva e habilidades visuoespaciais, que podem ser afetados de maneira distinta ao longo do envelhecimento e das doenças neurodegenerativas. Os resultados indicam que a hipertensão exerce impacto especialmente significativo sobre a memória, acelerando sua deterioração em idosos com alterações cerebrais associadas ao Alzheimer. A descoberta é considerada estratégica por ampliar as possibilidades de avaliação de tratamentos combinados e de intervenções preventivas no contexto da doença.

O estudo foi liderado pelos pesquisadores Eduardo Zimmer, head de pesquisa do Hospital Moinhos de Vento e professor da UFRGS; João Pedro Ferrari-Souza, pesquisador do Hospital Moinhos de Vento e Lucas Uglione Da Ros, doutorando da UFRGS, além de pesquisadores do Canadá, Estados Unidos e Suécia, reunindo instituições de referência em neurociência e envelhecimento.

Além de ampliar a compreensão sobre a complexidade biológica do Alzheimer, os resultados ajudam a identificar um grupo especialmente vulnerável ao desenvolvimento de demência: idosos que apresentam simultaneamente hipertensão arterial e alterações cerebrais precoces relacionadas à doença. Para os pesquisadores, a identificação desses indivíduos pode permitir intervenções mais direcionadas e eficazes, com potencial para retardar a progressão dos sintomas e preservar a qualidade de vida da população idosa por mais tempo.

FONTE/CRÉDITOS: Moinhos Critério
Comentários:
Redação

Publicado por:

Redação

Receba as notícias do Correio de Imbé no whatsapp: https://chat.whatsapp.com/LxxFQt28mXX6l228KfDIHw

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Jornal Correio do Imbé
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR