Uma equipe da Secretaria Municipal da Saúde, ligada ao Departamento Especial de Proteção Animal, iniciou nesta quarta-feira (1º/10), visitas às escolas para divulgar o programa de castração gratuita de animais da prefeitura de Osório, e outros temas como posse responsável, cuidados com os pets e também alertar sobre a esporotricose. Nesta manhã, as escolas municipais Leonel Brizola, de Educação Infantil e a Major Antônio de Alencar, de Ensino Fundamental, receberam a visita da estagiária Nathalia Assis, da cadela Safira que ganhou muitos amigos e as palestras das médicas veterinárias Amanda Sessim e Ana Carla da Costa Santos.
"Conversamos com as crianças sobre temas muito importantes: guarda responsável, maus-tratos e abandono de animais, a importância da adoção responsável e também sobre a esporotricose, doença que está em surto atualmente em nossa cidade", disse uma das médicas veterinárias, Amanda Sessim. Durante o bate-papo com os estudantes, foi explicado como funciona o Canil Municipal e reforçando a importância de escolher a adoção consciente como forma de oferecer uma nova chance de vida ao animal.
"As crianças participaram com entusiasmo, fazendo perguntas e demonstrando muito interesse pelo bem-estar animal. E para tornar o encontro ainda mais especial, tivemos a presença da cadelinha Safira, adotada e resgatada pela nossa estagiária, que encantou a todos com sua doçura", disse Ana Carla. A atividade ocorre em parceria com a secretaria municipal de Educação e mais escolas serão visitadas nos próximos dias.
Sobre a esporotricose
A esporotricose é uma doença (zoonose), causada por um fungo chamado Sporothrix schenckii, que pode ser encontrado em galhos, troncos, árvores e roseiras, quando entra em contato com o gato se manifesta na pele, causando uma micose e pode ser transmitida para as pessoas também. A Vigilância Sanitária em Osório alerta que a doença tem sido mais recorrente e é preciso tratar os animais contaminados para que não espalhem a doença para outros felinos e entre a população.
Os sintomas se iniciam na pele do gato, com áreas avermelhadas evoluindo para feridas que não cicatrizam e as pessoas em contato com essas feridas, também podem se contaminar. Por isso, é importante tratar os felinos com medicação e as pessoas podem procurar o posto de saúde para também tratar a doença.
O recomendado é evitar o contato direto com pets contaminados e evitar acesso às ruas, onde a probabilidade de ser contaminado é maior, pois o felino pode ter contato com locais onde o fungo se reproduz e com outros gatos. A criação somente dentro de casa pode ser uma boa proteção e a castração é um dos procedimentos indicados. Para mais informações sobre a esporotricose e como proceder para evitar e tratar a doença, o telefone da Vigilância Ambiental é o 51 36013315.