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Sábado, 02 de Maio 2026

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MPRS e Hospital Moinhos de Vento firmam parceria pioneira para oferecer cirurgias reparadoras gratuitas a vítimas de crimes violentos

MPRS e Hospital Moinhos de Vento firmam parceria pioneira para oferecer cirurgias reparadoras gratuitas a vítimas de crimes violentos

MPRS e Hospital Moinhos de Vento firmam parceria pioneira para oferecer cirurgias reparadoras gratuitas a vítimas de crimes violentos
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e o Hospital Moinhos de Vento oficializaram, nesta terça-feira (18), uma atuação conjunta para disponibilizar cirurgias plásticas reparadoras gratuitas a vítimas de crimes violentos. Pela primeira vez, uma ação une um hospital de referência e o Ministério Público em um programa que integra conhecimento especializado, responsabilidade social e trabalho voluntário. A assinatura do termo de cooperação foi realizada na superintendência da instituição, pelo CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, e pelo procurador-geral de Justiça do Estado, Alexandre Saltz, acompanhados da  superintendente de Estratégia e Mercado do hospital, Melina Schuch, o chefe de Serviço Cirurgia Geral, Artur Seabra, e da coordenadora do Centro de Apoio Ouperacional Criminal e de Apoio às Vítimas (Caocrim) do MPRS,  Alessandra Moura Bastian da Cunha.

 

Para quem carrega marcas permanentes deixadas pela violência, o acordo representa uma nova perspectiva de acolhimento e recomeço. Com a expertise do corpo clínico do Hospital Moinhos de Vento e o fluxo de encaminhamento do MPRS, o projeto assegura atendimento qualificado e humanizado, oferecendo procedimentos sem custo a pessoas em situação de vulnerabilidade. A operação é imediata e reforça o compromisso das instituições em devolver dignidade, confiança e bem-estar às vítimas.

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O procurador-geral de Justiça do Estado, Alexandre Saltz, destaca que a parceria será fundamental para melhorar a vida de muitas pessoas. "São poucas as vozes que defendem as vítimas de violência e temos a certeza que estamos dando um passo muito importante e queremos que esse trabalho seja exemplo para outros hospitais do estado e do Brasil", pontua.

 

Para o CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Perini, iniciativas como essa são muito bem-vindas. "Quando fomos procurados pelo Ministério Público, abraçamos a ideia de imediato — e tenho muito orgulho deste projeto. Infelizmente, sabemos que a condenação do agressor não encerra esse ciclo. Agora, teremos a oportunidade de contribuir para elevar a autoestima dessas mulheres e transformar suas trajetórias", reforça.

 

Entenda o projeto

 

O REPARADOR nasceu a partir de um grupo de trabalho entre o MPRS e o Instituto Moinhos Social, que identificou a necessidade de atender vítimas, especialmente mulheres em situação de violência doméstica, que, mesmo após o suporte jurídico e assistencial, permaneciam com marcas visíveis que dificultavam o processo de reconstrução pessoal.

 

De acordo com a superintendente de Estratégia e Mercado do Hospital Moinhos de Vento, o projeto traduz o propósito da instituição de ir além da assistência tradicional. "Médicos voluntários do corpo clínico irão atuar diretamente nas cirurgias, colocando conhecimento, dedicação e estrutura a serviço de quem mais precisa. É uma iniciativa que reafirma nosso compromisso com a inovação social e com a construção de um futuro mais justo e humano", destaca Melina.

 

O funcionamento prevê que o encaminhamento das vítimas seja feito exclusivamente pelo Ministério Público, por meio do Núcleo de Promoção dos Direitos das Vítimas (NUVIT). Após triagem e documentação, os casos são avaliados pela equipe técnica do Hospital, que realiza exames, planejamento cirúrgico e acompanhamento integral.

 

Para a coordenadora do Caocrim,  o REPARADOR demonstra como instituições podem se unir para transformar vidas. "Ao oferecer cirurgias reparadoras às vítimas de crimes violentos, estamos restaurando não apenas a integridade física, mas também a confiança e a possibilidade de recomeço dessas pessoas. É uma iniciativa que honra o papel do Ministério Público na defesa dos direitos humanos", afirma Alessandra.

 

Com início imediato após a assinatura, o projeto já possui casos em avaliação e prevê a realização das primeiras cirurgias nos próximos dias. A vigência inicial é de dois anos, com possibilidade de expansão e replicação em outras regiões, consolidando um modelo que alia justiça, saúde e solidariedade.

FONTE/CRÉDITOS: Leonardo Lenskij
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