A Justiça do Rio Grande do Sul determinou o arquivamento do inquérito que investigava a ex-deputada estadual e pré-candidata ao governo do Estado, Juliana Brizola (PDT), por suposta apropriação indébita de recursos pertencentes à avó materna.
O pedido de arquivamento foi apresentado pelo Ministério Público, que concluiu não haver provas de desvio fraudulento ou de apropriação indevida. Conforme o promotor responsável pelo caso, a investigação também perdeu objeto após as partes reconhecerem a regularidade das contas na esfera cível e sucessória.
O inquérito havia sido instaurado após notícia-crime apresentada por um tio de Juliana, que questionava movimentações financeiras na conta conjunta mantida entre a ex-deputada e a avó. A investigação policial apontava gastos, empréstimos e transferências que levantaram suspeitas sobre a administração dos recursos.
No pedido de arquivamento, o Ministério Público afirmou que o patrimônio deixado pela idosa permaneceu solvente e que as movimentações financeiras questionadas correspondiam ao adiantamento da parte da herança que Juliana teria direito a receber. O órgão também destacou que o autor da notícia-crime manifestou concordância com a prestação de contas apresentada.
Em manifestação, Juliana Brizola afirmou que sempre negou qualquer desvio de recursos, classificou o caso como uma questão familiar e disse que a investigação foi utilizada politicamente contra sua imagem.

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