O forte temporal que atingiu o Rio Grande do Sul na quinta-feira (6/8) causou danos em hospitais de diversas regiões do Estado, especialmente no Vale do Rio Pardo e no Litoral Norte, impactando temporariamente parte dos serviços prestados à população. Os efeitos dos temporais sobre a rede assistencial no Estado estão sendo monitorados de forma permanente pela Secretaria da Saúde (SES), por meio do Setorial de Gestão de Emergências em Saúde Pública (Segesp), para identificar situações que possam exigir intervenção e adoção de medidas emergenciais.
No Hospital Regional do Vale do Rio Pardo, em Rio Pardo, parte da cobertura da unidade foi comprometida, causando danos à maternidade e provocando infiltrações em outros setores. Em função da situação, estão temporariamente interditados o pronto-atendimento, a maternidade e parte da área de clínica médica. A orientação é que a população procure o hospital apenas em casos de urgência e emergência para cuidados iniciais e estabilização dos pacientes, devido à redução da capacidade de atendimento.
Os pacientes que estavam internados na maternidade foram realocados em outras áreas do hospital. Atualmente, permanecem internados na unidade três recém-nascidos, três puérperas, uma gestante e uma criança, todos recebendo a assistência necessária.
As gestantes que necessitarem de assistência poderão ser encaminhadas ao Hospital Santa Cruz, em Santa Cruz do Sul. Os casos de urgência e emergência obstétrica seguirão sendo atendidos no próprio hospital. Todas as cirurgias eletivas previstas para esta sexta-feira (7/8) foram canceladas. Os pacientes serão contatados para reagendamento assim que a situação for normalizada. Desde a noite de quinta-feira (6/8), a Regulação Estadual não está mais direcionando novos pacientes à instituição.
Para casos de menor gravidade, foi disponibilizado atendimento temporário na Unidade de Saúde Central de Rio Pardo (Rua Senhor dos Passos, 276, em Rio Pardo), com serviços médicos, de enfermagem e administração de medicamentos.
Situação no Litoral Norte
Além dos impactos registrados em Rio Pardo, o temporal também afetou hospitais do Litoral Norte, provocando interrupções no fornecimento de energia elétrica e de água, além de restrições temporárias em alguns serviços de apoio diagnóstico.
O hospital de Santo Antônio da Patrulha chegou a operar em plano de contingência a partir da madrugada devido à interrupção nos fornecimentos de água e energia elétrica, que foram reestabelecidos na tarde de sexta-feira (7/8). Durante o período de restrições operacionais, somente os atendimentos de urgência e emergência e as internações seguiram mantidos com suporte de gerador próprio. Os serviços de tomografia, mamografia e raio-X chegaram a ser interrompidos, mas foram retomados. Os exames agendados para pacientes dos municípios da 18ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) também chegaram a ser suspensos, mas reestabelecidos após o retorno do fornecimento de energia elétrica e água na instituição.
No Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa, as fortes rajadas de vento provocaram instabilidade na rede elétrica da cidade. Em razão disso, o serviço de tomografia, chegou a ser limitado apenas para exames de urgência. Durante a tarde da sexta-feira (7/8), o serviço foi totalmente reestabelecido.
Essas são as informações disponíveis até o momento. Novas atualizações serão divulgadas assim que houver novidades sobre a situação e o funcionamento dos serviços.
Monitoramento contínuo
Com o apoio das 18 coordenadorias regionais de saúde, está sendo realizado o acompanhamento contínuo da situação dos estabelecimentos de saúde, com atenção especial às condições de acesso por via terrestre; ao abastecimento de água e energia elétrica; à disponibilidade de oxigênio e sangue e também reserva de diesel para os geradores; além da identificação de danos em estruturas e equipamentos que possam comprometer a assistência à população.
A SES, por meio do Departamento de Regulação Estadual, também acompanha permanentemente a capacidade de funcionamento dos hospitais para definir, quando necessário, o redirecionamento de pacientes para outras unidades da rede. Em alguns municípios que ficaram sem luz, os estoques de vacinas das unidades básicas de saúde estão sendo transportados e armazenados nas coordenadorias regionais.
Texto: Ascom SES
Edição: Secom

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