O ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul entre a sexta-feira (7) e o sábado (8) provocou prejuízos significativos em diversas regiões do Estado, com registro de ventos de quase 100 km/h e acumulados de chuva que ultrapassaram os 200 milímetros em algumas localidades. Conforme a Defesa Civil estadual, 36 municípios gaúchos foram afetados de alguma forma pelo fenômeno.
Ventos e chuvas intensas
O maior volume de chuva foi registrado em Morrinhos do Sul, no Litoral Norte, com 201,6 milímetros em 48 horas. Em Ilópolis, o acumulado chegou a 186,2 milímetros no mesmo período. As fortes rajadas e os temporais causaram destelhamentos, alagamentos, bloqueios de estradas por deslizamentos, além de queda de árvores e postes.
A CEEE Equatorial informou que 157 mil pontos ainda estão sem energia elétrica em todo o Estado.
Municípios atingidos
Entre os municípios afetados estão:
- Anta Gorda – passagem submersa.
- Arroio do Sal – alagamentos, queda de árvores, danos em telhados e falta de energia.
- Arvorezinha – pontos de alagamento e deslizamento de encostas.
- Barão – danos na rede de água.
- Barra do Ribeiro – queda de árvores e danos em residências.
- Bom Retiro do Sul – árvore caída sobre a RST-128.
- Butiá – queda de árvore em posto médico.
- Cachoeirinha – alagamento pontual.
- Canoas – queda de árvores.
- Cerro Grande do Sul – queda de postes e galhos em vias.
- Charqueadas – danos em telhados e rede elétrica.
- Chuvista – danos em ginásio municipal.
- Cidreira – destelhamento parcial de ginásio.
- Eldorado do Sul – alagamentos pontuais.
- Erechim – queda de árvores e danos em telhados.
- Frederico Westphalen – destelhamento de pavilhão industrial.
- Guaíba – danos em cinco residências e queda de postes.
- Guarani das Missões – queda de árvores.
- Marques de Souza – ponte interditada sobre o Rio Forqueta.
- Osório – queda de árvores em vias públicas.
- Palmares do Sul – danos em telhados e ginásio escolar.
- Pinhal – danos no ginásio Calil.
- Porto Alegre – queda de árvores e danos em residências.
- Porto Mauá – destelhamento em galpão rural.
- Putinga – deslizamento de terra e queda de árvores.
- Relvado – rompimento de rede elétrica.
- Roca Sales – interrupção total em estrada por queda de barreira.
- São Miguel das Missões – interdição preventiva de ponte.
- São Sebastião do Caí – queda de árvores.
- Tapes – árvores e postes derrubados.
- Torres – queda de postes.
- Tramandaí – danos no telhado da Escola São Francisco de Assis.
- Três Forquilhas – bloqueios em vias de acesso rural.
- Três Passos – destelhamento de residência.
- Viamão – danos na fiação e queda de árvores.
- Xangri-Lá – danos em salão comunitário e postes quebrados.
Situação de alerta
O governo estadual e as equipes da Defesa Civil seguem monitorando as áreas mais afetadas e auxiliando as prefeituras nas ações de limpeza, retirada de árvores e reparos emergenciais. O cenário reforça o alerta para que a população evite deslocamentos desnecessários, especialmente em áreas com risco de deslizamentos ou alagamentos.
O fenômeno, típico desta época do ano, evidencia mais uma vez a vulnerabilidade do Rio Grande do Sul a eventos climáticos extremos, que vêm se tornando cada vez mais frequentes e intensos. Correio de Imbé

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