A Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), contra um jogador de futebol investigado por manipulação de apostas esportivas e lavagem de dinheiro. À época dos fatos, o atleta atuava em Caxias do Sul pelo Juventude. A denúncia foi oferecida ao Poder Judiciário em fevereiro deste ano e aceita na última quinta-feira, 23 de abril, tornando o investigado réu e permitindo o prosseguimento da ação penal.
Com o recebimento da denúncia, o jogador passou a responder a processo na 1ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, após o reconhecimento, pelo juízo, da existência de indícios suficientes de autoria e materialidade. A investigação que embasou a denúncia foi conduzida pelo promotor de Justiça Manoel Figueiredo Antunes, coordenador do 5º Núcleo Regional do GAECO – Serra, no âmbito da Operação Totonero, deflagrada em maio de 2025.
Segundo o promotor, foram reunidos elementos que indicam um esquema de manipulação de mercados secundários de apostas, especialmente os relacionados à aplicação de cartões em partidas do Campeonato Brasileiro da Série A. “A investigação identificou que, em jogos nos quais o atleta era advertido, ocorria aumento atípico e concentrado de apostas no mercado específico de cartão de jogador, indicando possível conhecimento prévio do resultado por parte de apostadores”, destacou.
OPERAÇÃO TOTONERO
A Operação Totonero foi deflagrada pelo 5º Núcleo Regional do GAECO – Serra em 20 de maio de 2025, no contexto de um procedimento investigatório criminal instaurado a partir de informações encaminhadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e por entidades internacionais de monitoramento da integridade das apostas esportivas. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um na residência do atleta e outro no Estádio Alfredo Jaconi, no armário de uso pessoal do jogador à época.
A ação teve como objetivo apurar a manipulação de mercados secundários de apostas, especialmente relacionados à aplicação de cartões em partidas do Campeonato Brasileiro Série A. Durante a fase ostensiva da operação, também foram deferidas medidas cautelares, como a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, que subsidiaram a denúncia agora aceita pela Justiça.

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