Uma intervenção rápida da Guarda Municipal de Imbé resultou na prisão em flagrante de um indivíduo após um grave episódio de violência doméstica na Rua Santa Rosa, em Mariluz, ocorrido por volta das 18h25 de domingo, (18/05). A ação evitou uma possível tragédia e garantiu a segurança da vítima e de seus filhos.
A guarnição da GMI foi despachada ao local após receber um chamado indicando uma situação de violência doméstica. Ao chegarem à residência, os policiais ouviram gritos desesperados por socorro de uma mulher, que clamava "não me fura, pelo amor de Deus". Diante da iminência do perigo, os agentes precisaram arrombar a porta para ter acesso ao interior do imóvel.
No local, flagraram o agressor imobilizando a vítima, com uma faca em punho no pescoço. Ao tentar contê-lo, o indivíduo reagiu com agressividade, investindo contra os Guardas Municipais. Foi necessário o uso da força para neutralizar a ameaça, o que resultou em um dos agentes sofrendo uma lesão na mão.
A vítima, ainda em estado de choque, relatou a brutalidade das agressões, que teriam iniciado na rua, onde foi arrastada e violentamente agredida com chutes, socos e cotoveladas. Já dentro de casa, a violência continuou com o uso da faca e ameaças de morte proferidas na frente dos filhos do casal. O agressor teria ameaçado matar a mulher e atear fogo na residência com ela e as crianças dentro.
Ainda conforme o relato da vítima, o agressor faz uso de entorpecentes. Durante a ocorrência, foram encontradas no veículo do indivíduo substâncias análogas à maconha e cocaína, além de uma balança de precisão.
Tanto a vítima quanto o agressor foram conduzidos para atendimento médico no Posto de Atendimento 24 horas. O exame na vítima constatou diversas lesões pelo corpo, incluindo marcas no pescoço compatíveis com o uso de faca e sinais de estrangulamento. A mulher também denunciou ter sido vítima de estupro, forçada a ter relações sexuais sob agressão e ameaça com a arma branca.
Posteriormente, o indivíduo foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) para a lavratura do auto de prisão em flagrante pelos crimes previstos na Lei Maria da Penha, incluindo tentativa de feminicídio, ameaça e estupro. A rápida e decisiva intervenção dos Guardas foi crucial para salvar a vida da vítima e garantir que as medidas legais fossem tomadas.
