Na manhã de hoje (02/10/2025), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Balneário Pinhal e sob a coordenação do Delegado Rodrigo Nunes, prendeu preventivamente uma mulher investigada pela prática do crime de tortura contra o próprio filho, de 15 anos. A prisão ocorreu no bairro Magistério, em Balneário Pinhal, durante diligências realizadas no âmbito da Operação Elo de Proteção – 3ª Edição. Após os procedimentos de polícia judiciária, a investigada foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
*O CASO*
As investigações tiveram início após a escola comunicar a ausência do adolescente por dez dias. Ao retornar às aulas, o jovem apresentava as mãos enfaixadas e, ao ser questionado, relatou que havia sido queimado pela própria mãe em um fogão, como forma de castigo, em razão de um furto cometido contra um vizinho.
O Conselho Tutelar e a Polícia Civil foram imediatamente acionados. Durante as diligências preliminares, verificou-se que o adolescente não havia recebido qualquer atendimento médico. Os próprios policiais providenciaram seu encaminhamento ao serviço de saúde. No hospital, constatou-se que ele apresentava queimaduras de terceiro grau em ambas as mãos, quadro infeccioso avançado e odor compatível com início de putrefação. O adolescente precisou ser internado com risco, inclusive, de amputação, e segue em tratamento médico para recuperação das lesões e da sensibilidade das mãos.
As apurações também revelaram que, além de causar as graves lesões, a mãe deixou de prestar socorro ao filho e, após o surgimento das bolhas típicas das queimaduras, passou a aplicar sal de cozinha nas feridas, aumentando seu sofrimento. Diante do quadro, ficou caracterizada a prática do crime de tortura, cometido contra adolescente sob sua guarda, poder ou autoridade, submetendo-o a intenso sofrimento físico e mental, como forma de castigo pessoal. A investigada também responderá pelo crime de omissão de socorro.
