Há mais de quatro décadas, a Nazale Incorporadora participa da transformação do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Criada em 1985, a empresa chega a uma nova marca em sua história com 21 empreendimentos verticais lançados em Capão da Canoa, consolidando uma atuação que se confunde com a própria evolução da construção civil e do mercado imobiliário da região.
A trajetória acompanha um período de mudanças no perfil da costa gaúcha. Municípios que durante décadas tiveram sua economia fortemente associada ao veraneio passaram a atrair moradores permanentes, novos negócios e investimentos, ampliando a demanda por habitação e diversificando a atividade econômica. Para o sócio-fundador da Nazale, José Nazareno, a evolução da companhia está diretamente relacionada à transformação da região.
"A Nazale cresceu junto com o Litoral Norte. Ao longo desses 41 anos, vimos as cidades se transformarem, a infraestrutura avançar e o perfil da população mudar. Hoje, a região tem uma dinâmica muito diferente daquela que existia quando começamos, com pessoas que vêm para morar, trabalhar e investir durante todo o ano. A construção civil acompanhou esse processo e teve um papel importante nessa transformação", destaca.
Os números recentes ajudam a dimensionar esse movimento. No primeiro semestre de 2026, as negociações de imóveis movimentaram R$ 3,74 bilhões nos 23 municípios do Litoral Norte, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-RS). É o maior volume registrado para o período. Capão da Canoa e Xangri-Lá responderam por 54% desse total. Capão da Canoa liderou as vendas, com R$ 1,094 bilhão.
A expansão do mercado imobiliário ocorre paralelamente ao crescimento da população. Dados do IBGE mostram que os 23 municípios passaram de 378.560 habitantes em 2016 para 435.185 em 2026, um acréscimo de 56.625 pessoas em dez anos, equivalente a 15%. Capão da Canoa apresentou o maior avanço absoluto: passou de 49.380 para 66.237 moradores no período, crescimento de 34%, tornando-se o município mais populoso da região.
Esse cenário reforça uma característica cada vez mais presente no desenvolvimento regional: a construção civil deixou de atender apenas à demanda sazonal e passou a responder a um processo mais amplo de urbanização. A chegada de novos moradores estimula a abertura de negócios, amplia a procura por serviços e movimenta uma cadeia que envolve desde fornecedores e trabalhadores da construção até comércio, turismo e atividades ligadas à vida cotidiana das cidades.
"O mercado imobiliário é um dos reflexos mais visíveis dessa transformação, mas seus efeitos vão muito além dos empreendimentos. Cada nova obra envolve profissionais, fornecedores, comércio e serviços, gerando renda e movimentando a economia. Ao mesmo tempo, o crescimento dos municípios exige mais infraestrutura e planejamento. É um ciclo de desenvolvimento que precisa ser acompanhado com responsabilidade", avalia Nazareno.
Garden Park simboliza nova etapa da trajetória
Inserido nesse contexto de expansão, o Garden Park é o 21º empreendimento vertical da Nazale em Capão da Canoa. Com investimento estimado em R$ 96 milhões, será construído na esquina das avenidas Paraguassu e Flávio Boianovski, no bairro Zona Nova. O edifício terá 17 andares, 23 mil m² de área construída, 179 apartamentos — 25 de um dormitório, 124 de dois dormitórios e 30 de três dormitórios —, além de sete lojas no térreo e 201 boxes de estacionamento.
A estrutura foi planejada para reunir moradia, convivência e serviços em um mesmo endereço. A área de lazer terá 1.582 m², distribuídos em diferentes pavimentos. No rooftop, localizado no 17º andar, estarão piscina aquecida, academia, playground, espaço kids, sala de jogos, três salões de festas e duas áreas gourmet com churrasqueira e vista para a cidade. No sétimo pavimento, o projeto prevê piscina térmica coberta, sauna úmida e praça suspensa.
O condomínio contará ainda com duas salas de coworking, bicicletário, marketplace autônomo e gerador para as áreas comuns. Durante a construção, a estimativa é de geração de cerca de 250 empregos diretos e indiretos, reforçando o impacto da iniciativa sobre a economia local.
"Chegar aos 41 anos com mais de 20 projetos em Capão da Canoa nos faz olhar para trás com orgulho, mas principalmente para frente. O Litoral Norte continua mudando e apresentando novas oportunidades. Nosso compromisso é seguir participando desse crescimento com empreendimentos que acompanhem as necessidades de quem escolhe a região para viver e investir", afirma Nazareno.

Jornal Correio do Imbé
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