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Sábado, 18 de Abril 2026

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IGP adquire dois sistemas multiespectrais para revelação de impressões digitais em cenas de crime

IGP adquire dois sistemas multiespectrais para revelação de impressões digitais em cenas de crime

IGP adquire dois sistemas multiespectrais para revelação de impressões digitais em cenas de crime
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O Instituto-Geral de Perícias (IGP) incorporou, no dia 10 de fevereiro, dois sistemas multiespectrais para revelação de impressões digitais da marca ForenScope. A tecnologia permite registrar vestígios papiloscópicos com maior definição, além de realizar varreduras capazes de identificar onde estão os fragmentos papiloscópicos, mesmo quando encobertos por poeira ou não perceptíveis a olho nu, em cenas de crime.

Para o papiloscopista Eduardo Stumvoll, da Seção de Revelação de Latentes (SRL) do Departamento de Identificação do IGP ,trata-se de uma “mudança de paradigma na papiloscopia”. Segundo ele, a modernização impacta diretamente a preservação da prova pericial. “Todo mundo já passou por isso”, afirma, ao lembrar situações em que fragmentos de impressão digital foram perdidos durante a aplicação de reveladores. “Com a nova tecnologia, reduzimos drasticamente essa possibilidade e ampliamos a capacidade de encontrar vestígios que antes poderiam passar despercebidos.”

Diferentemente do método manual tradicional, o sistema elimina a necessidade de aplicação de pós e reagentes reveladores, que podem gerar resíduos e gases tóxicos.

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Além da economia de insumos e da maior proteção aos servidores, o novo sistema oferece ganho expressivo de resolução, permitindo a captura de fragmentos com nível de detalhamento superior ao da versão anterior. A automatização das lentes também torna o processo mais ágil e preciso.

Após a captura, os arquivos digitais são transferidos para os servidores do IGP e posteriormente inseridos no AFIS (Automated Fingerprint Identification System), ampliando as possibilidades de comparação e identificação em bancos de dados papiloscópicos. Atualmente, os Papiloscopistas do IGP contam com o possibilidade de submissão destes fragmentos coletados em cenas de crimes em três bancos Afis: Software Afis Best RS, com 11 milhões de gaúchos cadastrados; Software Best TSE, com 142 milhões de eleitores cadastrados e Software Finger Expert da Polícia Federal, com 50 milhões de indivíduos com passaporte brasileiro ou estrangeiros cadastrados.

Os dois equipamentos estão em carga do laboratório de papiloscopia e da equipe de papiloscopistas da Seção de Revelação de Latentes que já passou por treinamento técnico específico. Os equipamentos já foram utilizados em campo.

A aquisição, no valor de R$ 1,75 milhão, foi viabilizada com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP). Novos processos de compra e aquisição devem ser realizados futuramente com o objetivo de equipar demais seções e servidores.

O IGP já dispunha de um equipamento da mesma marca, adquirido em 2024, porém em versão anterior, com resolução 4K – o novo modelo opera com o dobro da capacidade, com 8K. A atualização representa avanço em qualidade de imagem e automatização das lentes.

Como destaca Stumvoll, “o antigo clichê do papiloscopista com um pincel na mão é coisa do passado”.

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