A Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul (CUFA RS) e o Banrisul Cultural uniram forças para ampliar o enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio no Estado. A campanha “O Rio Grande do Sul diz não à violência contra a mulher e ao feminicídio” será veiculada nos dias 13 e 14 de junho e prevê uma série de ações de conscientização, qualificação profissional e fortalecimento da rede de proteção às mulheres gaúchas.
A iniciativa pretende alcançar mais de 100 mil pessoas por meio de cerca de 300 ações em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Entre elas estão mais de 200 atividades de sensibilização e capacitação, programas de qualificação profissional voltados às mulheres, projetos de geração de renda e autonomia financeira, além da realização de uma pesquisa estadual sobre o tema e da produção de uma cartilha com informações e orientações para prevenção e enfrentamento da violência.
A campanha tem como protagonistas mulheres reais de diversas comunidades gaúchas. Líderes comunitárias, educadoras, empreendedoras, indígenas, ribeirinhas e comunicadoras foram escolhidas para representar a diversidade do Estado e reforçar a mensagem de que o combate à violência de gênero deve ser construído coletivamente, a partir da realidade vivida por quem enfrenta essa pauta diariamente.
Além da divulgação em mídias digitais, a mobilização contará com ações presenciais, distribuição de materiais informativos, intervenções em espaços públicos e estratégias para ampliar o acesso à informação sobre direitos, acolhimento e canais de denúncia.
Para o presidente da CUFA RS, Júnior Torres, a parceria representa um passo importante para fortalecer a mobilização social e ampliar o alcance das ações de prevenção. Já o Banrisul Cultural anunciou investimento superior a R$ 2 milhões na iniciativa, reforçando o compromisso com a promoção de políticas de conscientização e proteção às mulheres em todo o território gaúcho.
A expectativa das instituições é consolidar uma rede mais ampla de informação, acolhimento e oportunidades, contribuindo para a redução dos índices de violência contra a mulher e para o fortalecimento da autonomia feminina em diferentes regiões do Estado.

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