Ainda quero praticar esportes sem precisar de hemodiálise. Ainda quero ver minhas filhas entrarem na faculdade. Ainda quero voltar a jogar um futebolzinho. Os desejos de Adriana Letícia da Silva Teles, 48 anos, e Josmar Baptista Rodrigues, 52 anos, poderiam estar na lista de planos de qualquer pessoa. Para eles, porém, ganharam um significado especial. Adriana recebeu um transplante renal no Hospital de Clínicas de Porto Alegre em julho de 2019 e, Josmar, um novo coração em fevereiro de 2026. Alguns de seus planos já foram realizados. Outros continuam esperando. É a partir desses "aindas" que o Clínicas constrói sua campanha para o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.
Criada pela Coordenadoria de Comunicação em parceria com o Serviço de Transplantes, a campanha Toda vida tem um futuro esperando para acontecer propõe uma maneira diferente de falar sobre transplantes. Em vez de concentrar a comunicação na doença, na espera ou no procedimento, as peças digitais colocam em primeiro plano os desejos, planos e possibilidades que existem depois de um transplante.
A palavra "ainda" é o elemento central da campanha. "Ainda quero", "ainda vou", "ainda sonho", "ainda pretendo", "ainda não conheci", "ainda não vivi". A partir da pergunta "o que você ainda quer viver?", as histórias de pessoas transplantadas ganham uma nova perspectiva: em vez de contar apenas o que aconteceu, a comunicação olha para aquilo que ainda pode acontecer.
A escolha do tema também dialoga com a trajetória do Clínicas como um dos grandes centros transplantadores do país. Ao longo de sua história, o hospital já realizou 11.494 mil transplantes de órgãos e tecidos, sendo 346 em 2026, até agosto. O Clínicas realiza transplantes de diferentes órgãos e tecidos e reúne equipes especializadas em uma estrutura de alta complexidade que transforma conhecimento, tecnologia e trabalho multiprofissional em novas possibilidades para pessoas que aguardam por um transplante.
Mas nenhum transplante começa no centro cirúrgico. Antes dele, existe uma doação. E, antes da doação, existe uma decisão. Por isso, ao mostrar tantos futuros que ainda esperam para acontecer, a campanha também convida cada pessoa a pensar nos próprios "aindas" e a conversar com sua família sobre a vontade de ser doador de órgãos. Porque toda vida tem um futuro esperando para acontecer.

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